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PORTUGUÊS

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Compreensão do texto
O Matuto Mineiro

Um caipira de Paracatu não era amigo do progresso e não gostava de estrada de ferro.
Tendo-se construído uma ferrovia em sua província, o homem torceu o nariz e protestou jamais embarcar em semelhante condução.E; durante anos, continuou a viajar em seu burrico, pelas estradinhas.
O agente de uma estação férrea procurava seduzi-lo e catequizá-lo, demonstrando-lhe como a viagem de trem era mais rápida, barata e cômoda. Porém o matuto não se convencia.
Um dia, contudo, teve urgência de chegar a certa cidade e vê que o cavalo não poderia fazer. Vai á estação e pergunta quanto custa um bilhete. O agente regozija-se:
-Ora! Até que afinal se convenceu, hein?
-Não, senhor. Eu quero saber quanto custa um bilhete para um burro.
-Para um burro?
-Sim, seu compadre.
O agente consulta a tabela e diz:
-Treze mil e trezentos.
-Então, dê-me um.
Vendido o bilhete, o animal dói metido no vagão próprio e o dono também entrou, na ocasião em que comboio se punha me movimento.
-Então - grita o agente - o senhor não salta?
-Não senhor, eu também vou.
-Como assim?Não comprou bilhete!
O matuto meteu o pé no estribo, montou no animal e gritou muito macho, quando o carro já saia da estação:
-Eu vou a cavalo.

Urbano Duarte